[Impressões] LaboCA e Jorge Crowe no FILE-SP!

impressões da quarta edição do LaboCA, por Jeraman, retirada do blog:

http://jeraman.wordpress.com/2010/08/03/laboca-no-file-sp/

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o movimento no Mezanino do prédio da FIESP/SESI na Avenida Paulista, São Paulo, foi muito intenso entre os dias 27 e 30 de Julho. gente com computadores por todos os lados, quebrando a cabeça em algoritmos psicodélicos, muito baralho de chip fritando sacudindo alto as caixas de som, entrando bem fundo nos ouvidos incautos junto com uma gritaria e algazarra que lembraria aos desavisados um verdadeiro hospício. loucura? não… só mais uma (na minha opinião, excelente) edição do LaboCA!

workshop integrante da programação oficial do FILE 2010, esta quarta edição do LaboCA foi talvez a maior que já fizemos em quantidade de pessoas: 5 oficineiros (eu, Jarbinhas, Braza, Calega e a participação muito mais que especial do “hermano” Jorge Crowe – cada um com seus conhecimentos específicos), cerca de 30 a 40 pessoas por dia (advindas de várias áreas diferentes)… com tanta mistura de conhecimento e vontade de ensinar/aprender, será que haveria como não ser legal?

foi. e muito. tá certo que sou meio suspeito em falar… mas talvez as fotos e os vídeos dos trabalhos produzidos por lá falem mais do que qualquer palavra minha.

além de todas as pessoas citadas, a cada dia contávamos com visitas pra lá de especiais. Guto Nóbrega, Jaime Oliver, Sung Heng, Fernando Velázquez, Felipe Fonseca, sem falar do grande mestre das gambiarras loucas Panetone, que levou alguns dos seus brinquedos pra lá:

independente de todas as visitas e da qualidade dos experimentações feitas, a característica que mais me chamou a atenção nesta edição do laboratório foi a metodologia em si: pela primeira vez deixamos de lado a idéia de levar algo pronto, amarrado, pré-estabelecido, levando apenas nosso conhecimento e a vontade de tentar experimentar uma metodologia nova, não linear, construída horizontalmente com e para os participantes, levando em conta seus interesses e suas necessidades específicas.

baseado nisso, surgiu uma metodologia descentralizada, na qual era difícil distinguir “alunos” e “oficineiros”, com várias pequenas oficinas com temáticas diferentes ocorrendo em paralelo, mas dialogando entre si; tanto no sentido de ver sem entender, despertando a curiosidade sobre as outras tecnologias, tanto no sentido de um diálogo direto, o que possibilitou o surgimento de projetos como o mostrado abaixo (nascido da junção de um pessoal que estudava Arduino e de outro que estudava introdução à programação com o Processing);

saldo final: mais um LaboCA inesquecível, que deixou um gostinho de saudades e quero mais…

mais fotos disponíveis no Flickr do LaboCA

http://www.flickr.com/photos/olaboca/sets/72157624514614649/

ps: o código-fonte de todas as obras produzidas estão sendo postadas aos poucos no site do LaboCA para que possam ser utilizados como estudo.